quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Quem compõe o Sínodo para a Amazônia?


Sínodo: o que é importante saber?


Entenda também com o Padre Fabio Siqueira, que explicou um pouco sobre o que é um Sínodo, e a sua importância. Veja também como a Igreja pede que seja a postura de um cristão católico.
 
Padre Fabio Siqueira - Rio de Janeiro
De 06 a 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, que foi convocado pelo Papa Francisco no dia 15 de outubro de 2017, na Missa de canonização dos mártires de Uruaçú e Cunhaú. Muitos rumores e suspeitas têm sido levantados com relação ao Sínodo.
Em virtude disso, é importante esclarecer os fiéis para que entendam, em primeiro lugar, o que é o Sínodo e qual sua função; depois, o que o ensinamento da Igreja fala sobre as questões ecológicas; por último, esclarecer que o Sínodo da Amazônia de forma alguma representa quebra de unidade no que diz respeito à fé católica. Resolvemos fazer esse presente instrumento de esclarecimento em forma de perguntas e respostas, porque assim nos pareceu mais didático.

1) O que significa a palavra “sínodo”?

O termo “sínodo” deriva do grego “sýnodos”, que significa “reunião”. O termo é composto pelo prefixo “syn” (junto com/junto de/junto a) e pelo substantivo “hodós” (caminho). O verbo grego synodéo significa “fazer um caminho com alguém”.

2) O que é o “Sínodo dos Bispos”?

A Constituição Dogmática Lumen Gentium, no seu n. 22, apresenta o episcopado como um “Colégio” que tem à sua frente o sucessor de Pedro, o Papa. Assim procedendo, o documento deixou claro que cabe aos bispos, sempre em união com o Romano Pontífice, em virtude do múnus de ligar e desligar que também receberam, enquanto sucessores dos Apóstolos, participar ativamente nas decisões que afetam a vida eclesial.
Assim se exprime a Lumen Gentium em um trecho do n. 22:
“ Enquanto composto de muitos, este Colégio exprime a variedade e a universalidade do Povo de Deus; e enquanto unido sob um Chefe, exprime a unidade do rebanho de Cristo. Nele, os Bispos, respeitando fielmente o primado e o principado de seu Chefe, gozam do poder próprio para o bem dos seus fiéis e mesmo para o bem de toda a Igreja, revigorando sempre o Espírito Santo sua estrutura orgânica e a sua concórdia. ”
A constituição, de fato, deste Sínodo se deu em 15 de setembro de 1965, pelo Papa Paulo VI, através da Carta Apostólica sob a forma de Motu Proprio “Apostolica Sollicitudo”. Ali se define o que seja o Sínodo dos Bispos, de acordo com o pensamento dos padres conciliares expresso na Lumen Gentium. A função do sínodo é “consultiva” (edocendi et concilia dandi se afirma no original latino). Contudo, o Sínodo pode ter uma função deliberativa, sendo que esta precisa ser ratificada pelo Romano Pontífice.
O decreto Christus Dominus, sob o múnus pastoral dos bispos na Igreja, assim se exprime no seu n. 5 com relação ao Sínodo dos Bispos recém instituído: “Alguns Bispos das diversas regiões do mundo, escolhidos do modo e processo que o Romano Pontífice estabeleceu ou vier a estabelecer, colaboram mais eficazmente com o pastor supremo da Igreja formando um Conselho que recebe o nome de Sínodo Episcopal. Este Sínodo, agindo em nome de todo o Episcopado católico, mostra ao mesmo tempo que todos os Bispos em comunhão hierárquica participam da solicitude por toda a Igreja.”

3) Por que um Sínodo sobre a Amazônia

Em primeiro lugar, porque a Igreja se preocupa com todos os fiéis e, também, com os problemas do mundo em geral. Existem muitos cristãos na Amazônia que estão desassistidos: passam meses, senão anos, sem os sacramentos. Existe uma enorme escassez de clero naquela região. E, além disso, existem problemas sociais gravíssimos em todas áreas: educação, saúde, mobilidade etc. Um outro problema que assola a região amazônica é a questão ecológica.
A preocupação com a ecologia não é uma novidade do ministério do Papa Francisco. O apelo a que se cuide do planeta tem ecoado no Magistério dos últimos Papas. Aqui recordamos o ensinamento de Paulo VI; São João Paulo II; o Papa Emérito Bento XVI e, por último, o atual Pontífice, Francisco:

Papa Paulo VI (Carta Apostólica Octogesima Adveniens, 21 – 14/05/1971)

“ À medida que o horizonte do homem assim se modifica, a partir das imagens que se selecionam para ele, uma outra transformação começa a fazer-se sentir, consequência tão dramática quanto inesperada da atividade humana. De um momento para outro, o homem toma consciência dela: por motivo da exploração inconsiderada da natureza, começa a correr o risco de destruí-la e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação. Não só já o ambiente material se torna uma ameaça permanente, poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto; é mesmo o quadro humano que o homem não consegue dominar, criando assim, para o dia de amanhã, um ambiente global, que poderá tornar-se-lhe insuportável. Problema social de envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana. ”

Papa São João Paulo II (Mensagem para o Dia Mundial da Paz – 1990)

“ Perante a difusa degradação do ambiente, a humanidade já se vai dando conta de que não se pode continuar a usar os bens da terra como no passado. A opinião pública e os responsáveis políticos estão preocupados com isso; e os estudiosos das mais diversas disciplinas debruçam-se sobre as causas do que sucede. Está assim a formar-se uma consciência ecológica, que não deve ser reprimida, mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas. ”

Papa Emérito Bento XVI (Carta Encíclica Caritas in Veritate, n. 48 – 29/06/2009)

“ O tema do desenvolvimento aparece, hoje, estreitamente associado também com os deveres que nascem do relacionamento do homem com o ambiente natural. Este foi dado por Deus a todos, constituindo o seu uso uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gerações futuras e a humanidade inteira. ”

Papa Francisco (Carta Encíclica Laudato Sì, n. 14 – 24/05/2015)

“ Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na consciencialização.Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela recusa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, «são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus. ”
Basta uma breve pesquisa pelas notas de rodapé da Laudato Sí e dos outros documentos citados acima, para percebermos que o discurso cristão católico sobre o meio ambiente já dura décadas e já se tornou parte integrante do que chamamos Doutrina Social da Igreja. Portanto, não deveria causar tanta estranheza nos fiéis um Sínodo que fale sobre a Amazônia, que se preocupe com questões relativas à ecologia.
Contudo, os mais acalorados debates não tem sido somente sobre o envolvimento da Igreja no desejo de dar o seu parecer a respeito do cuidado devido ao planeta, enquanto casa comum. A grande sombra que se lança no sínodo da Amazônia vem de uma das propostas que foram recolhidas no Instrumentum Laboris que diz respeito à ordenação de homens casados para o ministério presbiteral.

4) O que é um Instrumentum Laboris

Antes de entrar nesse tema do celibato, vale ressaltar que o Instrumentum Laboris é o que o seu nome diz: um “instrumento de trabalho”. Fruto de uma larga consulta, feita a todos os estamentos da Igreja, o “instrumento” tem como função mostrar os diversos aspectos do problema que se quer tratar, suas nuances, o modo como isso afeta a vida da Igreja e quais as propostas que vem das bases para serem discutidas pelos bispos e APROVADAS OU NÃO. Isso mesmo: APROVADAS ou NÃO.
Quem vai decidir se tais propostas são válidas ou não, são os bispos juntamente com o Papa, que ratificará ou não suas decisões, uma vez que o Pontífice está acima do Sínodo e de qualquer colégio no que diz respeito ao seu tríplice múnus. O Sínodo pode aproveitar propostas, melhorar outras, rejeitar as que não forem convenientes e elaborar outras que melhor correspondam à fé e ao momento eclesial atual.

5) Ordenar homens casados é uma “heresia”?

Em primeiro lugar, devemos entender o que é “heresia”. O conceito de heresia está no n. 751 do Código de Direito Canônico: Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela. Não pode haver heresia se não há negação de uma “verdade de fé”, ou seja, de um “dogma”. Ora, o celibato não é um dogma, mas uma disciplina eclesiástica, que pode mudar ou não, de acordo com o juízo do magistério eclesial.
As Igrejas ortodoxas e mesmo as Igrejas católicas de rito oriental possuem uma disciplina diferente. Os padres casados dessas Igrejas seriam “hereges”? Seria um absurdo fazer tal afirmação. Lembremo-nos que, antes do Concílio Vaticano II, não se ordenavam homens casados para o diaconato e agora se ordenam os viri probati. Seriam os diáconos casados “hereges”? Querer intitular como heresia uma simples proposta que ainda não foi nem discutida e nem, muito menos, aceita, pode ser um absurdo. Isso só pode se dar por puro desconhecimento de conceito ou, na pior das hipóteses, por má fé.

6) O que devemos fazer?

Devemos, em primeiro lugar, rezar com respeito filial pelos bispos e pelo Santo Padre, para que o Espírito Santo do Senhor os ilumine na sua jornada sinodal. Lembremo-nos de At 12,5: “Mas, enquanto Pedro estava sendo mantido na prisão, fazia-se incessantemente oração a Deus por parte da Igreja, e favor dele.” A Igreja primitiva “rezava por Pedro”. Vemos muitos que se dizem cristãos manchando o bom nome de Pedro, defraudando a imagem de nosso querido Papa Francisco.
Depois, devemos nos recordar do que ensina o Código de Direito Canônico no cânon 753: “Os Bispos, que se acham em comunhão com a cabeça e os membros do Colégio, quer individualmente, quer reunidos nas Conferências dos Bispos ou em concílios particulares, embora não gozem da infalibilidade do ensinamento, são autênticos doutores e mestres dos fiéis confiados a seus cuidados; os fiéis estão obrigados a aderir, com religioso obséquio de espírito, a esse autêntico Magistério dos bispos”.
Se um clérigo isolado ou determinado grupo ou associação de fiéis manifesta claro desprezo pelo Pontífice e incita o povo a deixar de seguir seus ensinamentos, os fiéis em comunhão com o Papa não devem se deixar influenciar por estas opiniões pessoais ou ataques, pois um bom católico não segue quem busca dividir a Igreja de Cristo.

Padre Fabio da Silveira Siqueira é padre da Arquidiocese do Rio de Janeiro, vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida e doutorando em Teologia Bíblica – PUC/RJ.
Fonte: Vatican News

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Coordenadora da Pascom de Uberaba cria quadrinhos sobre o Sínodo para a Amazônia


Uma das coordenadoras da Pastoral da Comunicação da arquidiocese de Uberaba (MG) desenvolveu uma história em quadrinhos a respeito do Sínodo para a Amazônia. A comunicadora Amanda Oliveira conta que resolveu desenhar e simplificar a ideia do Sínodo para a Amazônia “para que todos possam entender e não partilhar de fake news”.
A história foi divulgada esta semana e já teve grande repercussão, além da aprovação do arcebispo metropolitano de Uberaba, dom Paulo Mendes Peixoto. O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Mol, elogiou a história em quadrinhos durante um evento na PUC Minas.


Fonte: CNBB
Irmã Gervis Monteiro, fsp
Irmã Gervis Monteiro, paulina, conta neste texto sua experiência de ser convidada e responder ao convite para participar da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica 6 – 27  de outubro de 2019, no Vaticano.
“Falar sobre o Sínodo da Amazônia é sentir nas entranhas o sentimento dos povos originais dessa terra.
Quando fui comunicada  pela minha provincial, Ir. Maria Antonieta Bruscato, que iria participar do Sínodo da Amazônia, não consegui de imediato ligar o tamanho do evento à compreensão que tenho hoje,  afinal é Sínodo dos Bispos! Após alguns dias, recebi o convite do Papa Francisco:
Rev.da Irmã Gervis MONTEIRO DA SILVA
Membro da Congregação da Igreja de San Paolo
Membro dell’Equipe itinerante nella Regione Amazonica
Rev.da Irmã ,
Tenho o prazer de informar que o Santo Padre a nomeou como Auditora da próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica com o tema: “Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para Uma Ecologia integral, que terá lugar em Roma de 6 a 27 de outubro de 2019.
Tal informação é estritamente integrada até os dados de sua edição oficial…..”. 
Eu jamais esperava isso, fiquei muito surpresa, porque jamais pensava estar em uma sala sinodal. E também agora eu vejo assim, como uma grande graça do Espírito, que também me convida a ser voz de todos aqueles e aquelas que vivem na Amazônia, principalmente aqueles e aquelas que estão em situações de maior vulnerabilidade.
Alguns dias depois, recebi da UISG (União Internacional das Superioras Gerais) um comunicado sobre como foi a minha indicação, que dizia:
 “Querida Ir. Gervis,
Gostaríamos de informá-la que enviamos o seu nome para a Secretaria Geral do Sínodo para participar, como representante da UISG e da vida consagrada no mundo, à assembleia especial do Sínodo dos Bispos sobre o tema Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral, que terá lugar de 6 a 27 de outubro de 2019 em Roma.
Recebemos muitos nomes de religiosas que estão fortemente engajadas com os povos indígenas em atividades de promoção e defesa de direitos e também em uma reflexão teológico-pastoral sobre a questão amazônica. Para a escolha dos nomes a serem propostos à Secretaria Geral do Sínodo, consultamos também a CLAR. Foram, portanto, selecionadas 10 religiosas que melhor atendem aos critérios que nos foram indicados e que são representativas de diferentes países e de diferentes congregações.
As religiosas nomeadas pela UISG participarão da Assembleia sinodal como auditoras…..”
Para mim este Sínodo Especial sobre a Pan-Amazônia, representa uma grande oportunidade para dizer para as igrejas, para os governantes de nações e para nós mesmos como nós da Pan-Amazônia queremos ser vistos, respeitados e valorizados. Em outubro, por ocasião da realização do Sínodo em Roma, será a celebração daquilo que as comunidades amazônicas já rezaram, sonharam e decidiram.
Sinto que é uma responsabilidade enorme. Ao mesmo tempo em que me alegro por esta confiança que a Igreja deposita em mim, irei com temor e tremor.
De acordo com o Documento Preparatório, o Sínodo vai refletir sobre os novos caminhos de evangelização que devem ser elaborados para e com o povo de Deus que habita na região amazônica: habitantes de comunidades e zonas rurais, de cidades e grandes metrópoles, ribeirinhos, migrantes e deslocados e, especialmente, para e com os povos indígenas, também com o mundo todo.
Como conhecer, reconhecer, conviver e defender essa realidade que a Igreja nos pede? Confio muito na nossa missão, nosso carisma de Filhas de São Paulo que é de levar a todos, Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida com os meios de comunicação, através de livros, mensagens, músicas…  Usando todos os meios que o progresso oferecer. Nossa missão é itinerante, é para todos! Mas confio também na força renovadora da nossa Igreja católica e no Espírito de Deus que renova todas as coisas.
Estou convencida de que estamos vivendo um kairós, mas um kairós, que é a irrupção do Espírito Santo na Igreja, também exige como diz Paulo, uma kenosis, um sair de nós mesmos, da nossa mentalidade, europeia ou americana, ou asiática, para buscar a unidade juntos na diversidade.
Por isso, sinto que preciso conhecer, reconhecer, conviver para poder defender a Igreja com rosto amazônico que surgirá das novas atitudes humanas, cristãs e eclesiais. Dessa forma os rostos amazônicos e indígenas estarão mais serenos, confiantes, dispostos, sorridentes, comprometidos, corajosos, satisfeitos no processo de evangelização, nas celebrações e relações humanas.
“Tenhamos fé, sempre mais fé, mesmo que a solidão vier!”
Ir. Gervis Monteiro da Silva, fsp (Pia Sociedade Filhas de São Paulo)
É amazonense de Boa Vista do Ramos, da Diocese de Parintins”.

Fonte: CRB Nacional



quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Partilha sobre o Sínodo da Amazônia




Na verdade, não sei explicar como se deu o processo de escolha. Fui convidada a participar. Participar do Sínodo da Amazônia, para mim é uma alegria e também uma responsabilidade muito grande com a igreja da Amazônia, com os povos originários e amazônicos.
O tempo sinodal, iniciado em outubro de 2017, pelo Papa Francisco é fruto dos inúmeros clamores da igreja na Amazônia, em toda a sua parte continental. No Brasil, desde 1954 que os Bispos da Amazônia discutem e refletem assuntos pertinentes a presença da igreja e os desafios vividos na Amazônia.  Foi o Documento de Santarém, elaborado pelos bispos em 1972 que, a partir das palavras do Papa Paulo VI, trouxe à tona a necessidade de “uma Igreja com rosto amazônico”. Este tempo de sinodalidade é consequência de toda a ação evangelizadora na Amazônia e da sensibilidade pastoral do Papa Francisco.
Este Sínodo da Amazônia, nos ajuda a repensar a nossa ação evangelizadora na Amazônia e caminhar na esperança de construir uma igreja em saída as periferias, aos mais pobres e aos últimos, mas com uma presença que permanece junto ao povo, para isso, é necessário que sejamos uma igreja em permanente processo de conversão e que aprende com os povos originários e amazônicos, o cuidado com a casa comum e com as pessoas.
O chamado para trabalhar o tema do Sínodo: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral”, exige de nós uma responsabilidade em construir novos caminhos de evangelização, desde a perspectiva que os povos originários e amazônicos são os interlocutores desde processo evangelizador.
A Amazônia, os povos originários e amazônicos, são colocados no centro da igreja e são visibilizadas as realidades presentes no nosso território, como a exploração e devastação ambiental por madeireiros, garimpeiros, grilagem de terra e outros, o etnocídio e o genocídio dos povos indígenas, a crescente migração e o aumento dos cinturões de pobreza nas periferias das cidades. Podemos mostrar também, a riqueza dos povos originários e amazônicos, com suas culturas, espiritualidades e religiosidades. “Tudo está interligado”, se não cuidamos da casa comum, não teremos possibilidade de vida.
Vou participar do Sínodo da Amazônia, levando uma grande preocupação, que é a situação atual que vivemos hoje na Amazônia, que na verdade é reflexo, do que acontece em todo o mundo, a intensa e desastrosa forma de desenvolvimento, que tira a vida, os direitos e os territórios dos povos originários.
Uma indígena em Puerto Maldonado foi categórica na sua fala quando apresentou ao Papa Francisco, sua grande preocupação com o futuro, “não podemos viver, sem nossas terras”. Esta é a grande ameaça que pesa para os povos originários na Amazônia, a invasão dos territórios, a crescente criminalização das lideranças e a desconstituição da Constituição Federal de 1988, pelo atual governo.
Novos caminhos de evangelização na Amazônia, passa pelo caminho da conversão a uma ecologia integral e pela defesa incondicional da casa comum e dos povos originários e amazônicos.

Laura Vicuña Pereira Manso
Catequista Franciscana

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Mensagem do PAPA FRANCISCO Para a celebração do DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO



Vivamos o cuidado diário com a Criação!

É hora de descobrir nossa vocação de filhos de Deus, de irmãos entre nós, de guardiões da criação. Neste #tempodacriação convido todos a dedicarem-se à oração. Papa Francisco

Leia a Mensagem do Papa Francisco

Eu Apoio o Sínodo - Eu apoio o Papa | Dom Ricardo Hoepers

O Papa Francisco nomeou  dois presidentes para o Sínodo para a Amazônia: Dom Baltazar Enrique Porras Cardozo e Dom Pedro Ricardo Barreto Jimeno. Depois, nomeou um terceiro presidente: Dom João Braz de Aviz O Sínodo se realiza no Vaticano de 6 a 27 de outubro de 2019.